domingo, 16 de maio de 2010

o cu do borba gato

fomefomefome! ali, ó. vamos.
que fila enorme!
ah, não me importo. ... de que material será que ele é feito?
espuma.
tem certeza?
ou isopor, sei lá...
olha só! tem uma porta ali nas costas dele!
não é uma porta!
claro que é! olha o contorno...
não é uma porta!
é, sim!
você acha que cabe ali dentro, então?
do que você tá falando? olha aquela porta ali! nas costas dele.
é o cu dele!
não! ali, na roupa, tipo, nas costas, entendeu?
então é isso? você acha que cabe no cu do borba gato?
hahahahahahahaha
hahahahahahahaha
(e mais e mais hahahás)
eu preciso escrever esse diálogo!
tem que chamar "o cu do borba gato"

próximo!

me vê dois de pizza, por favor.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

um conto no cemitério

havia um maço de cigarro, um caixa-de-dois-fósforos e duas almas.
ali ficaram.
ali padeceram por eternos vinte e poucos minutos.

fogo-fátuo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

em época de céu azul e vento frio e sol brilhante

eu leio parte de um livro. outro pedaço de outro. anoto no papel reciclado da agenda o esperado encontro em bic azul. uma marca-texto pra ajustar e pronto! eu confirmo um ensaio. eu assino uns cheques pra um presentão que vou me dar em breve - suaves dez prestações e será meu pra sempre. minha pele se arrepia toda. fecho a janela. organizo as oito pastas de música em cima da cama. surpreendo-me olhando o quadro-de-fotos-sem-fotos (uma lá no alto vai de ré a si, mais pra direita, uma semana inteira tabelada e no grande centro, os bonecos que tãojuntos) por quase cinco minutos inteiros (minha nossa!).
- virgínia sempre me encarando. como é expressiva! -
vamos ao que interessa! o dia lá fora é um quadro lindo de se mergulhar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

atenciosamente...

esta comunicação aqui é uma sala de paredes brancas, móveis brancos e portas brancas. as janelas (que estão fechadas) também são brancas. a secretária é branca e veste um macacão todo branco. não é possível ver seu rosto. as cadeiras que esperam pessoas são brancas. o tapete de entrada é branquinho!
(meus olhos também doem.)
perdoe-me se, depois de tanto tempo em branco (sim?), te procuro assim, em branco.
há dias brancos penso colorido e ainda assim não consigo colorir coisa alguma. tomei coragem, peguei o estojo de lápis-aquarelável de 48 cores e o papel - branco. cores demais, vista embaralhada, e aí escolhi ele: o lápis branco. descobri que ele não é branco! (bom, tem aquela história dos milhares tons de branco, não é? eu acredito.)
perdoe-me se, depois de tanto (sim?) tempo, te procuro assim.
da última vez, derrubei um balde d'água no meu desenho e o que deveria virar tela de aquarela virou arte abstrata-concreta demais. não gostei, então o lápis branco me pareceu menos perigoso dessa vez.
desculpas-em-cores-frias à parte...

quero ver você. sentir você como puder. ouvir você, se lhe convier. papear e rir e silenciar um pouquinho. sabe?
pulso.

domingo, 9 de maio de 2010

uma crise.

falando de devos e achos e sintos e acreditos...
es-se perder me parece tão recíproco...! ninguém saiu com troféu de ouro pra colocar na estante.

é. não teve graça pra ninguém.