confesso... nunca. nunquinha.
pretendo desvirginar essa boca e essa língua e esse paladar inteiro agora mesmo, nas tantas festas sanfoneiras e xadrezes e quentonas que estão por vir.
algodão-doce, conheço bem. como muitos outros tolos, como desde criancinha achando o máximo aquele monte de açúcar colorido e grudento virando pó-zinho mágico dentro da boca, num sumir tão bizarro quanto excitante. até virar metáfora-de-amor em anos tardios. amor que como como muitos outros tolos, achando o máximo aquele monte de açúcar colorido e grudento virando pó-zinho mágico dentro da boca e da língua e do corpo todo, num sumir tão bizarro quanto inevitável.
festas e solidões ainda maiores...! e mais suspiros. penso no que se foi e meus olhos se enchem de lágrimas. penso no aqui, pé no chão, presente e no que está por vir e as lágrimas escorrem feito chuva mesmo. de verão.
vou morder essa maçã com toda a vontade do mundo.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
pra sempre.
(seu talento permite que o prefácio lhe pertença, é claro)
o tal mundo particular, a poesia, o avesso, os vômitos, as hipnoses, cores e sexos, significados, carnavais, enfim, indecifráveis mesmo por mim, alcançam uma insanidade absurda e real. é. o seu poder me descontrola.
é fantástica.
decor. de-coração-entregue.
entra pelos sete buracos da minha cabeça.
minha dádiva.
é a coisa mais bonita em toda a natureza.
corpo e alma e luz.
obrigada, vida!
lembro-me de lhe ver. e derreter.
dias de sol, de nuvens, de chuva, de lua, de estrelas, de claro ou de escuro... todos os dias.
em paleta de cores infinitas.
coisa que gosto mais que x-tudo!
coisa tão grande, essa, nossa.
chorar-pra-agradecer-mesmo.
nossa sorte.
o tal mundo particular, a poesia, o avesso, os vômitos, as hipnoses, cores e sexos, significados, carnavais, enfim, indecifráveis mesmo por mim, alcançam uma insanidade absurda e real. é. o seu poder me descontrola.
é fantástica.
decor. de-coração-entregue.
entra pelos sete buracos da minha cabeça.
minha dádiva.
é a coisa mais bonita em toda a natureza.
corpo e alma e luz.
obrigada, vida!
lembro-me de lhe ver. e derreter.
dias de sol, de nuvens, de chuva, de lua, de estrelas, de claro ou de escuro... todos os dias.
em paleta de cores infinitas.
coisa que gosto mais que x-tudo!
coisa tão grande, essa, nossa.
chorar-pra-agradecer-mesmo.
nossa sorte.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sem rugas, só clichês.
hoje eu não quero falar de julgamento nem de compreensão nem do seu lado nem do meu nem de necessidade nem de carência nem de recalque nem de loucura nem de mágoa
minha ou sua
nem de qualquer coisa morta ou fluorescente (uma vez matei um vaga-lume sem saber que era um vaga-lume. bom. mesmo morto, ele brilhava.)
nem do que faz bem ou mal ou nada
nem do que ainda guardo nem do que quero de volta
bens materiais e maus (com "u") e espirituais e gerais também.
falar, nada
nem de vontade
nem um pouco à vontade.
minha ou sua
nem de qualquer coisa morta ou fluorescente (uma vez matei um vaga-lume sem saber que era um vaga-lume. bom. mesmo morto, ele brilhava.)
nem do que faz bem ou mal ou nada
nem do que ainda guardo nem do que quero de volta
bens materiais e maus (com "u") e espirituais e gerais também.
falar, nada
nem de vontade
nem um pouco à vontade.
terça-feira, 27 de abril de 2010
uma difi(a)culdade
vez e outra brota aquele ponto de interrogação no meio do compasso. sem falar bonito, é claro... ele berra! como um crianção recém-nascido bem gordo.
escolhemos entrar na academia. não sei se com o receio de cansar as mãos em partituras-sem-fim, ou se com a ilusão certeira de que tocaríamos zeca baleiro ao violão o dia todo - pausa, só pra cerveja. ou se tudo isso junto. ou o contrário. bom. nem um nem outro. (obrigada, caetano)
por muitos dias, guitarras desreguladas ensaiando sambinhas, amadores solfejando lálálás horrendos e muito, muito divertidos. por outros, análises de partituras na biblioteca - que, em bem pouco tempo, viram análises de relógio, de bibliotecárias, de uma moça que acabou de entrar com uma saia rosa-choque. um dia de cabulamento (licença poética) oficial. praia e bicho-de-pé. um dia de sol e lua conduzindo vozes. e uma coisa intercala a outra, e aos poucos a gente se acha e se perde e se acha de novo. caminha ou pára de vez. aquele bebê gordo continua berrando (ele nunca pára). me sinto bem por poder dar a ele o que comer e não ouvir mais nada. claro... se parar de alimentá-lo, abre o berreiro de novo. e não adianta colocar pra dormir. se dormir, morre de vez. e se morrer... barra dupla.
escolhemos entrar na academia. não sei se com o receio de cansar as mãos em partituras-sem-fim, ou se com a ilusão certeira de que tocaríamos zeca baleiro ao violão o dia todo - pausa, só pra cerveja. ou se tudo isso junto. ou o contrário. bom. nem um nem outro. (obrigada, caetano)
por muitos dias, guitarras desreguladas ensaiando sambinhas, amadores solfejando lálálás horrendos e muito, muito divertidos. por outros, análises de partituras na biblioteca - que, em bem pouco tempo, viram análises de relógio, de bibliotecárias, de uma moça que acabou de entrar com uma saia rosa-choque. um dia de cabulamento (licença poética) oficial. praia e bicho-de-pé. um dia de sol e lua conduzindo vozes. e uma coisa intercala a outra, e aos poucos a gente se acha e se perde e se acha de novo. caminha ou pára de vez. aquele bebê gordo continua berrando (ele nunca pára). me sinto bem por poder dar a ele o que comer e não ouvir mais nada. claro... se parar de alimentá-lo, abre o berreiro de novo. e não adianta colocar pra dormir. se dormir, morre de vez. e se morrer... barra dupla.
domingo, 25 de abril de 2010
a despedida
seis em ponto da manhã. terminal rodoviário de bagunça e calor. pão de queijo café fumaça perfume barato sol nascente. vestido encardido de flores-sem-cor. braços magrelos, uma mala pesada em cada mão calejada. e não consigo mais descrever precisoparar! o ônibuschegouumabraçodeolhosabertoseumaceno.
e acabou.
e acabou.
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